ELEIÇÕES

Dino articula frente de oposição ao Planalto

O objetivo é fazer oposição nas eleições de 2020 em São Paulo e em 2022 no país. Para o governador, o momento político atual exige desprendimento para se unir numa frente

12/09/2019 10h09Atualizado há 2 meses
Por: Costa
Fonte: Raimundo Borges / O Imparcial
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Deixaram de ser conversas especulativas para se tornarem ações determinadas as articulações que o governador Flávio Dino vem realizando pelo país, em palestras para empresários, intelectuais e políticos e nas reuniões com lideres partidários de esquerda e centro-esquerda. O objetivo é fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2020 em São Paulo e em 2022 no país. Na avaliação do governador do Maranhão, a gravidade do momento político atual exige desprendimento de todas as forças para se unir numa frente plebiscitária contra Bolsonaro, que incluiria PDT, PSB, PCdoB, PSOL e PT.

Na semana passada, na PUC de São Paulo, houve o lançamento do Fórum Direitos Já. Flávio Dino foi um dos palestrantes e depois postou no twitter que “foi muito bom ouvir e abraçar tantas pessoas que admiro, a exemplo de Noam Chomsky”, um filósofo, escritor e linguista de esquerda, conhecido no mundo todo.

Como líder maior do grupo que interrompeu os 50 anos de domínio do grupo Sarney no Maranhão, Flávio Dino, já no primeiro ano do segundo mandato de governador, não teve nenhuma dificuldade em procurar o seu maior adversário político, ex-presidente José Sarney, num encontro considerado histórico.

A conversa foi em junho passado e o objetivo é o mesmo de hoje: construir o caminho para um amplo debate nacional que possa criar alternativas para as crises que se sucedem no país, em todos os setores.

Além de José Sarney, Flávio Dino se encontrou também com diversas lideranças políticas, como Fernando Henrique Cardoso, Lula (na prisão em Curitiba), Dilma Rousseff, Ciro Gomes e até intelectuais e artistas, como Chico Buarque. Ele tem mostrando em suas palestras e reuniões o que vem fazendo no Maranhão para tirá-lo da condição de um dos estados mais pobres do Brasil, investindo pesado em educação e saúde e geração de renda.

Em meio as ações de governo, Dino mantém no Maranhão um diálogo aberto com todos os segmentos políticos e sociais, inclusive empresariais, para quebrar eventuais resistências ao fato de ele pertencer ao PCdoB. Já na proposta de formação da frente nacional de oposição ao Planalto, ele está articulando em São Paulo e pode se estender a Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Segundo a jornalista Mônica Bergamo (Folha de S. Paulo), Dino já conversou sobre o assunto com o ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB-SP), que pretende se candidatar a prefeito da capital paulista. Setores do PT paulistano são simpáticos à ideia. Caso a frente se concretize, será a primeira vez, desde 1985, que a legenda não teria candidato próprio na capital.

 

 

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